terça-feira, 19 de maio de 2009

Revirando


Reviro-me no silêncio de meu quarto escuro
Não tenho nada para fazer,
O sono ainda não se abateu sobre mim.
Estava lá naquele lugar, pensando... Pensando.

Aquelas quatro paredes sabem de muitas coisas.
Foi trancada naquele lugar que eu sofri
Que eu chorei
Que eu gritei
Que eu pulei
Que eu confessei

É a minha fortaleza.
O meu porto seguro,
Não, ela não é feita de muros
Ela feita de certeza.

Lá, escrevo todos os meus sentimentos
Crio histórias, viajo para muitos anos atrás
Lá, eu cresci, e continuo crescendo mais
Lá, existem gravados, todos os meus pensamentos.

Volto a olhar para o teto...
Reviro mais uma vez na cama
Viajo para outro Estado...
Isso geralmente acontece com quem ama.

Encontro-me naquele mesmo devaneio há horas
O tic-tac não me incomoda mais...
Imagino um mundo meu... Um lugar onde tudo pode
Onde tudo é perfeito, onde não há maldade.


Não custa imaginar que tudo seja assim,
Não custa dar asas a imaginação.
Se a utopia de igualdade da vontade geral de Rousseau foi ouvida
Por que insistem em me dizer que não posso sonhar?

Lembro-me de dias atrás,
Remonto cenas, revejo pessoas...
E lá... Lá estás tu... A me olhar sem jeito
Com aquele sorriso no canto a me esperar.

Volto a me mexer...
Parece que o tempo parou...
Eu te sinto dentro de mim, sinto teu perfume
Sinto teu abraço...

Sim, algo aconteceu entre nós...
É impossível negar...
E num futuro não tão distante...
Iremos, aos nossos filhos contar...
Todas as lutas, todas as intenções,
Toda essa teia complexa que envolve o verbo amar!

2 comentários:

  1. amiga...amei...

    esse poema me lembra uma musica...o ritmo é tosco mais eh assim...

    ai me pego entre 4 paredes sozinha no quarto criando elusoes, olhando pro tempo sonhando acordada presa no silencio e na solidão....


    te amo linda

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  2. Princesa...

    Adorei esse poema. Vc esta amando?? rs

    Ainda continua 100%, hein??

    Bjusss...

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