
Não se pode dizer mais
Que o céu continua o mesmo...
Não se pode sentir mais
O vento como antigamente
Talvez tudo tenha acabado
Num finito encontro de olhos
Ou apenas tudo tenha começado
Como quando a noite se formou
Um dia fui uma mera criança
E hoje como mulher me encontro
Olho meu rosto no espelho e
Vejo que minha tez mudou...
Não sou mais aquela garotinha
Que por ti se apaixonou...
Procuro-te em vagos sonhos...
Solitária dou os passos de uma vida...
Busco os sonhos de outrora...
Tentando vivê-los agora...
Oh vida! Quão grandiosa és...
Traz-me doces momentos...
Dá-me amargos sabores...
E ainda assim....
Deslumbro teu belo encanto...
Quantas palavras
São, pois soltadas ao vento
Na mera esperança de que alguém...
Onde esteja as escutem...
Oh! Quão belos são os sons
Que a natureza expressa...
Que sintonia plena estão com
O universo que os regem...
Peço, pois, que tu,
Que estás a ler-me
Entenda tudo o que digo...
Pois como poetisa não gosto de expor-me
Mas creio que já o fiz.
Entenda então caro amigo...
Que a beleza é infinita na dor
Tão como no amor...
Ah!!!! O amor...
Quantos o buscam...
Amor à distância, amor ao lado
Amor na música e em todos os passados
Sejam, pois abençoados
Todos quantos o encontraram...
E vivam deliberadamente...
E ousem e cantem... e se arrisquem
Pois como poetisa árcade
Aconselho-o a viver intensamente
A viver o agora... AGORA!
E como uma romântica
Aconselhá-lo-ei a idealizar teus sonhos
E que todos eles sejam sublimes...
Perfeitos... e a tua razão de viver.
Mas realista digo-te
“Pára... anda com cautela...
Sonhe, mas, não tanto... a vida espera-te”
AH! Se tivessem me dito isso antes....
Talvez agora eu não estaria aqui...
E nem dizer tudo isso eu faria!
Peço que não se preocupes
Tanto com a estética...
Mas sim com a alma...
Encontre em todas as formas e cores
Os símbolos mágicos escondidos...
Desejo por fim
Jovem estudante...
Que seja cortês e valente...
E descubra no final de tudo isso...
Que TUDO vale à pena...
E que cada coisa tem seu valor...
Agora ó bravo guerreiro
Que leu minhas palavras...
Despeço-me dizendo...
Cada poema tem uma história de vida...
E para cada vida há um poema...
Talvez tenhas interesses em
Uma das muitas formas...
Mas no fundo são apenas
Tua alma...
EXPOSTA em insignificantes linhas!



