domingo, 5 de julho de 2009

Até na eternidade.


O vento canta lá fora
Faz soar uma triste melodia
Congela a alma de seres mortais
Expressando o que sinto nessa minha vida
Errante imortal.

A chuva derrama as lágrimas
Que minha frieza não me permite
Derramar...
Vem gelada e sombria
Tentando, inutilmenmte, confortar
Meu coração pequeno e vazio.

A terra equilibra os seres
É o abrigo e o aconchego de muitos
Faz renascer vida em flores
Mas o que ela não traz de volta...
Deixa-me assim...
Saudosa, sozinha.

O fogo azul e negro
Vê o meu descontento
Domina o meu corpo
Aquece-me...
De nada adianta...

Meus olhos antes azuis
Tornaram-se negros com este fogo
Trasbordam em mim
A ira, a raiva, e o amor roubado.

Que trovões cantem junto ao vento
Levem daqui a minha dor
Um ano* se passou desde a última vez que te vi
Mas tu... tu não me viu...
Eu toquei-te o rosto, e tu não sentiu...
Disse o quanto te amo...
E tu não me escutou...

Não pôdes, e jamais poderá...
Talvez a culpa fora minha
E agora é tarde demais...
Ao menos as lembrancças não me foram tomadas
E nem o vento as levará...
E nem a terra as enterrará.

Amo-te ainda hoje
E o amarei para sempre...
Até o dia em que a morte me leve
E na eternidade eu o reencontre!



*Esse poema foi escrito a exatamente um ano. Dia 05.07.08. Dia em que meu completou um ano da morte do meu avô Josias. Hoje já faz dois anos... e eu ainda sinta tua falta... Essa é uma homenagem dolorosa que faço para um dos homens que mais amo nessa vida... Mesmo que seja apenas uma lembrança viva em minha mente... em minha vida!!!

"Eu vi o que ninguém me mostrou, e aprendi aquilo que ninguém me ensinou!" (Josias Santos). Vô eu te amo!!! E seja onde for que tu estejas.... sei que o senhor olha por mim!!! ♥